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Dicas de Viagem: Mochilão pelo Chile – relato de viajante!

Hoje vamos mostrar a experiência de viagem do Felipe Farias. Ele nos contou como foi a experiência dele em viajar de mochilão pelo Chile. Vamos conferir?
Felipe e esposa

Dica nº1: Pesquise possibilidades e monte orçamento

Como todos apaixonados por viagem, eu e minha esposa tínhamos a meta de aproveitar ao máximo os raros dias de descanso que as férias proporcionam. Mas essa meta vinha com um desafio: orçamento limitado. A questão era: com o que temos, para onde podemos ir? Essa resposta só poderia vir através de pesquisa.

Fomos levantando as possibilidades: serras gaúchas? Cidades históricas de Minas? Bahia? Bem, já que estávamos com a mão na massa, porque não também fazer um orçamento pro Chile? Só por curiosidade mesmo, afinal, a gente duvidava que dava pra fazer uma viagem internacional com tão pouco dinheiro. Mas foi uma grande surpresa quando vimos que com apenas mil reais a mais conseguiríamos conhecer outra cultura na América do Sul. Então batemos o martelo: Chile, aí vamos nós!

Reservar um tempinho para fazer o orçamento foi a grande sacada, um aprendizado que jamais abriremos mão para qualquer outra viagem. Desde então sempre aconselho quem conversa comigo sobre ter vontade de viajar mas não ter dinheiro: planeje bastante!  às vezes vale a pena buscar um pacote mais barato, na melhor ocasião, para que você consiga fazer aquele passeio que tanto sonha e que é um pouco mais caro. E foi isso que aconteceu conosco em Pucón, sul do Chile.Pucon- Villarica- Chile

Dica nº2: Não se apegue a “necessidades desnecessárias”

Ir ao sul do Chile nos daria a oportunidade incrível e rara de conhecer um vulcão. E poder estar próximo – ou até mesmo subir! – ao Villarica foi decisivo para a escolha do destino, certamente esse seria – e foi! – o ponto alto da viagem. Mas um mochileiro nem sempre está tão folgado de dinheiro e fazer um passeio como esse, que só é possível através de agências locais, custa bastante caro. É aí que entra a vantagem de ser dono da própria viagem e poder fazer 100% das suas escolhas: para atingir o objetivo maior da viagem e, principalmente, não estourar o orçamento, tivemos que abrir mão de alguns outros pequenos “luxinhos” desnecessários e valeu muito, mas muito a pena mesmo!
Vulcão em Púcon

O que é se apegar a necessidades desnecessárias?

Tem gente que quando viaja quer ter um estilo de vida superior ao que tem normalmente. É claro que a pessoa pode escolher isso, férias são férias e cada um sabe sua melhor forma de aproveitá-la. Mas para nós, mochileiros, uma experiência a mais vale mais que certas mordomias. Por exemplo, o táxi. Já viu aquelas pessoas que só andam de ônibus para trabalhar e estudar o ano inteiro mas que quando viajam só querem andar de taxi? Pois é, são essas mesmas pessoas que acham que viajar é caro demais. Veja esse exemplo: para sair do aeroporto de Santiago em direção ao centro da cidade eu gastei cerca de R$9 de ônibus executivo até o metrô, e aproximadamente R$3,50 de metrô até o centro. O mesmo trajeto custaria cerca de R$120 se fosse feito de táxi do aeroporto. Tem cidades que o transporte público é tão maravilhoso que não há a menor razão do mochileiro ficar pegando transporte privado. Aliás, eu já desembarco com o coração aberto a novas experiências, então pegar transporte público já faz parte do passeio pela cidade, já é uma maneira de imersão na cultura local e, acima de tudo, é a oportunidade que você tem de conhecer lugares que não estão no seu checklist. Por fim, com esses mais de R$100 economizados em apenas um trajeto de transporte público já é possível pagar uma diária no hostel ou reservar uma noite para ter um jantar especial com sua companhia.

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Teleférico em Pucon

Aliás, alimentação é outro ponto bastante interessante. Como eu disse acima, dá sim pra “apertar de um lado pra sobrar do outro”, eu também me permito reservar um dia pra ter um jantar um pouco mais elegante com minha esposa, mas na minha opinião um bom mochileiro, aquele disposto a realmente conhecer a cultura local (e controlar um pouco a carteira) gosta mesmo é de comer onde os habitantes locais comem. Isso pra mim é realmente fundamental! Porque se você for analisar, a comida de restaurantes voltados ao turismo são muito internacionalizadas, são opções que a grosso modo conseguimos encontrar em qualquer lugar. Mas é apenas naquele restaurante onde as famílias vão comer todos os dias que conseguimos encontrar a mais autêntica comida local, e aí mais uma vez o mochileiro sai ganhando em experiência. Se liga nessa dica: em Valparaíso, a verdadeira Chorrillana você não vai encontrar naquele restaurante óbvio onde todos os turistas vão, mas sim naquele que o atendente do seu hostel vai com os amigos no dia de folga.

Vista do Lago

Dica nº3: A mochila do mochileiro

Bati um pouco a cabeça até aprender: ninguém quer passar perrengue! Então, muita atenção na hora de fazer a mochila para não pecar pelo excesso e nem pela falta. É natural o medo de “estar deixando parte de você em casa”, o instinto quer nos fazer levar metade do nosso apartamento dentro da bolsa e quando vemos estamos embarcando com verdadeiros containers de chumbo!

Meu primeiro problema com excesso de bagagem foi quando tive que pegar um voo interno nos EUA e os limites de bagagem eram inferiores ao do voo internacional. Tive que desembolsar R$200, um dinheiro que eu não tinha sobrando já no final da viagem.

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Outra situação foi em Santiago, Chile, com “a mala das malas”, a maior e mais pesada, e uma rodinha quebrada bem no 1º dia de viagem. Não sei nem descrever o transtorno que nos causou. Desde então tomamos a seguinte precaução: levar roupa para apenas 1/3 da viagem e já prever no orçamento duas visitas à lavanderia. Essa decisão nos custa pouquíssimo dinheiro e nos livra de um perrengue daqueles!

Apesar disso, é fundamental não esquecer itens básicos pra preparação de uma mochila eficiente: em geral são itens relacionados ao clima local. Além das opções leves e confortáveis para lugares quentes, é importante também ter ao menos um conjunto de roupas mais sérias caso precise ir a uma festa ou visitar algum local que exija roupa mais formal. Já em local com clima frio… aí sim é importante fazer uma mochila enxuta para sobrar espaço pra os casacos porque quando o assunto é frio a regra é não economizar em proteção.

Para ter uma montagem de mala mais eficiente o ideal é fazer um checklist. Já comece na semana anterior, anote tudo que você pensar que será útil. Todas as coisas! No dia de fazer a mala você vai filtrando o que realmente precisa para essa viagem. Guarde essa lista com carinho porque ela vai te servir pra todas as viagens que você fizer. Dessa forma você não passará mais por aquela terrível sentimento de estar esquecendo algo.Santiago-Chile

Dica nº4: Roteiro sim. Fechado não.

Pouco volume facilita os deslocamentos, facilita o uso do transporte público, facilita na organização dos seus bens. O legal do mochileiro é a predisposição de ir do ponto A ao ponto B disposto a conhecer um novo mundo escondido e não previsto entre esses dois pontos. Nossa viagem é um roteiro sempre aberto a possibilidades. Roteiro e planejamento é importante, pois é ele que vai te guiar. Mas é besteira se deixar engessar por roteiros fechados que você fez em casa sentado em frente ao computador e ignorar o mundo que está girando a sua volta durante a viagem. É normal o dia começar conforme o planejado, tomar outro rumo e acabar virando o melhor dia da viagem. Foi assim em Miami, nosso melhor dia na cidade aconteceu totalmente ao acaso.

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Já vi roteiros que contavam até com horário de parada para almoçar. O viajante fica enlouquecido quando o imprevisto acontece em roteiros engessados, pois nele não há áreas de manobra. Não pode ser assim. Não adianta, por exemplo, marcar de acordar todos os dias às 7h para dar tempo de fazer todo o planejado. Se naquele dia você está mais cansado, é melhor assumir um sono um pouco mais longo e descansar, do contrário você irá pra rua exausto e não vai aproveitar como deveria.

Por fim, um ponto pouco lembrado sobretudo por nós, mochileiros: seguro saúde. Ter seu seguro saúde não é coisa de viajante careta não, é coisa de viajante que quer aproveitar ao máximo e com qualidade toda sua sagrada viagem. Nós já viemos programados de fábrica para pensar “ah, isso nunca vai acontecer comigo”, até que você está fazendo a viagem da sua vida ao sul do Chile, conhecendo neve, termas, vulcões e geleiras e a febre resolve te atacar. E aí, prefere perder um dia indo ao médico pra resolver o problema ou prefere perder a viagem inteira em prol de uma economia boba? Então programe-se, bote no orçamento e contrate um seguro saúde.

Vista de Santiago- Chile

Se passar mal normalmente já é ruim, passar mal fora do seu país sem ter auxílio é totalmente perturbador.
Boa viagem,

Felipe Farias

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