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Dicas de Viagem

Descubra como os investimentos podem ajudar você a viajar!

O dinheiro trabalha no tempo. E este trabalho pode ser para você ou contra você. Quando você pega um empréstimo, você recebe a quantia solicitada numa data inicial, e, mês a mês, precisa ir devolvendo esse valor para quem emprestou. Mais do que isso, você também terá que pagar um “aluguel” pelo uso do dinheiro de um terceiro, os tais dos juros. Dessa forma, você pega emprestado X e precisa devolver mais do que X. É o dinheiro trabalhando contra você.

Do outro lado da moeda, quando você tem um dinheiro e decide abrir mão dele, emprestando para um terceiro, você receberá aquele “aluguel”. Nesse caso, os juros ou a valorização pode trabalhar para você, fazendo você investir X e sair com mais do que X.

Educação Financeira: a base para o seu dinheiro

Esse conceito é uma das grandes bases da Educação Financeira. Do dinheiro que recebemos mês a mês, seja por meio de trabalho, mesada, aluguel ou vendas, utilizamos uma boa parte dele (para algumas pessoas 100% dele) para pagar nossas contas. Porém, é mais do que interessante buscar economizar em alguns destes gastos para permitir poupar parte do dinheiro todo mês. Poupar consiste basicamente em guardá-lo.

Porém, só guardar não é a melhor das alternativas, a chamada Inflação faz com que este mesmo dinheiro vá perdendo seu poder de compra. Para ilustrar a inflação, tente se lembrar quão cheio seu carrinho de compras ficava no supermercado com uma nota de R$ 100 em 2000. Pense no carrinho de compras com os mesmos R$ 100 em 2010. E compare com o carrinho de compras dos mesmos R$ 100 hoje. Reparou que cada vez você foi precisando tirar itens do carrinho para conseguir comprar tudo com R$ 100. É a inflação. O preço dos produtos encareceu, e, a mesma nota de R$ 100 não é mais suficiente para fazer a mesma compra dos anos anterior.

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Investimentos: o dinheiro passa a trabalhar para você

Então, para pelo menos preservar seu poder de compra, mais do que poupar, é interessante investir o dinheiro. É a ideia é buscar investimentos com rentabilidades superiores a tal da inflação.

Mas, investir por investir não dá muito certo. Sem ter um objetivo claro, vamos deixando isso de lado, até que caia no esquecimento. É o mesmo que acontece, por exemplo, com a pessoa que diz que vai fazer regime só por fazer. Quando não temos uma recompensa claramente definida, é difícil concretizarmos o “loop do hábito”, conceito apresentado no livro “O Poder do Hábito”, de Charles Duhigg.

Então, não é por acaso que a Educação Financeira presa por investir pensando em nossos sonhos. Devemos investir para a nossa aposentadoria, para uma reserva de emergências, para um curso que desejamos fazer, para a compra de um carro e para a tão sonhada viagem!

Investindo para realizar as suas viagensdinheiro para viajar

Pensando nisso, para escolher os investimentos, levante para onde você quer viajar, quanto custará (lembre-se de levantar todos os gastos: transporte, hospedagem, alimentação, compras) e para daqui quanto tempo você deseja fazer a viagem.

Com esses números, você já consegue saber quanto tem que separar por mês só guardando. Basta dividir o custo total da viagem pelo número de meses que restam até a viagem. Por exemplo, para uma viagem que custe R$ 10.000 e você pretende realizá-la daqui 12 meses, você terá que guardar R$ 833,33 por mês.

Mas você não quer só guardar, correto? Você quer ver o dinheiro também trabalhar para você, fazendo com que a viagem custe menos para o seu bolso. O valor que você terá de investir por mês variará de acordo com a rentabilidade da aplicação. Por exemplo, na Caderneta de Poupança, tradicional e que paga pouquinho, ao invés de guardar R$ 833,33, você terá que guardar algo em torno de R$ 817,50 por mês. Isso mostra que, mesmo uma aplicação mais conservadora e tradicional faz com que o seu “Esforço Poupador” seja menor, já que o dinheiro trabalha um pouquinho para você.

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Para que o dinheiro possa trabalhar mais, você terá dois caminhos como possibilidades. O primeiro deles é aumentando o prazo até a realização da viagem. O segundo deles é buscando investimentos mais rentáveis.

Escolhendo os investimentos

Porém, na hora de escolher investimentos mais rentáveis tome cuido e lembre-se sempre da relação Risco x Retorno. Conforme você vai buscando retornos mais altos, o risco do ativo também sobe, tendo mais chances de não consolidar este retorno esperado. Busque bons investimentos de acordo com o seu prazo, o seu perfil de risco e com o entendimento sobre o investimento.

Vale lembrar que a Caderneta de Poupança não é a única opção de investimentos mais segura e conservadora. Existem outros títulos da chamada Renda Fixa, como Tesouro Direto, CDB, LCI, LCA e alguns fundos, que remuneram em função dos juros compostos (juros sobre juros, sempre corrigindo o capital inicial aplicado). E, para quem quer algo um pouco mais arrojado, aí tem várias opções da chamada Renda Variável, como Ações, Fundos Imobiliários e alguns fundos, que remuneram em relação ao mercado, podendo trazer ganhos maiores, mas também, perdas.

Lembre-se, portanto, das três formas de concretizar a viagem dos seus sonhos. A primeira é através do empréstimo. É um dinheiro que entra na hora, você já pode fazer a viagem imediatamente, mas que, do seu bolso, vai sair mais dinheiro do que você realmente recebeu. A segunda opção é a de ir só juntando o dinheiro, mas ficando refém da perda do poder de compra. E a terceira opção é investindo, que pode demorar muito mais do que a primeira opção, mas que, para o seu bolso, custará bem menos.

Texto enviado Victor Barboza

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Fundador da GFC – Gestão Financeira Criativa

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