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Mulher viaja pelo mundo usando sistema de troca de casas

O que você acha da ideia de se hospedar na casa de alguém de graça e em troca deixar a sua casa disponível para receber hóspedes também?

A tradutora Andrea Aguiar começou a fazer suas viagens dessa forma e chegou a realizar 15 viagens nesse sistema de troca de casas, até perceber que poderia criar seu próprio negócio utilizando esse método.

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Crédito da foto: universa.uol.com.br

“Quando mais nova, eu viajava de qualquer jeito, sem preocupação com muito conforto. Viajava mesmo sem dinheiro. Mas quando fiquei mais velha e tive filho ficou mais complicado me hospedar em qualquer lugar. Ao mesmo tempo que eu tinha que pensar na economia, precisava de segurança e conforto. Foi quando descobri o esquema de troca de casar, fuçando na internet.”

O sistema de troca de casas funciona de forma que você procura uma casa para se hospedar, entra em contato com o proprietário para resolver toda a questão da hospedagem e isso tudo de forma gratuita. Porém, você deve deixar a sua casa, também, disponível para hospedagem. Não necessariamente precisa ser no mesmo período em que você estará viajando e usando o serviço. A ideia desse método é a vantagem de economizar dinheiro de hospedagem e poder utilizar em outra coisa, como passeios, e também o fato de, normalmente, essas casas não serem áreas turísticas, então sua vivência nessa hospedagem será como de um morador local.

“Eu moro no Rio de Janeiro, mas quando comecei a usar sites gringos de troca de casas era uma dificuldade. Os sites não davam opção no Brasil, eu tinha que mandar várias mensagens para outros proprietários e tentar criar um vínculo de confiança, que os fizesse querer trocar de casa comigo.”

Ao completar 50 anos, Andrea, começou a planejar seu próprio negócio, o Be Local Exchange, também um sistema de troca de casa, mas em uma plataforma online completamente em Português.

“O nosso primeiro desafio, sem dúvida, foi pensar em uma solução para o sentimento de insegurança que todos nós brasileiros temos ao realizar esse tipo de transação. Permitimos a troca de mensagens entre proprietários – o brasileiro gosta muito de conversar -, ligamos para cada um durante as trocas e temos um sistema de verificação de identidade. Mas como não existe uma troca financeira, isso desestimula os golpes – muitas das fraudes pedem depósito, aqui não há dinheiro envolvido.”

“Também faço uma espécie de match de casas. Quando se cadastram no site, a gente faz um trabalho de “Tinder das casas”, cruza informações de cada perfil e sugere trocas. É um trabalho necessário para que a gente lucre também, já que só cobramos a anuidade de estar no site – R$ 260 – quando é realizada a primeira troca. Já temos mais de mil imóveis cadastrados na China, França, Suíça, Estados Unidos, Chile, Argentina, Peru, Portugal e Austrália. No Brasil, há casas no Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Santa Catarina, Maceió, João Pessoa, Cuiabá, Natal, Belo Horizonte, São Paulo e Bahia.”

Esse sistema é excelente para quem busca economizar e ter uma hospedagem diferenciada se comparada a um hotel, por exemplo, e poder ter a experiência de viver alguns dias da viagem como um residente.

O que você acha desse tipo de hospedagem? Já pensou em considerar ceder sua casa em troca de hospedagem gratuita?

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