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Turismo para observação de aves ganha cada vez mais adeptos no Brasil

Conhecida em todo o mundo como ‘birdwatching’, a prática da observação de aves começou a incorporar-se ao turismo nos anos 1960, quando muita gente descobriu o prazer de visitar lugares remotos para assistir ao comportamento das aves.

Uma atividade que exige olhos atentos e um pouquinho de paciência, o Brasil – que é o segundo país do mundo com a maior diversidade de aves (1.809 espécies, perdendo apenas para a Colômbia, que tem 1.877) – vem ganhando novos destinos dedicados a ela. Entre os maiores adeptos do hobby, destacam-se os ingleses, mas os brasileiros se interessam cada vez mais pela prática.

observação de aves
Foto: Konstantin Kreiser/BirdLife International

Há dez anos, por exemplo, o número de birdwatchers em nosso país não chegava a 2.000. Hoje, são 35 mil, com potencial para chegar a 100 mil nos próximos três anos! Esses dados são fornecidos pela Avistar Brasil, uma ONG que organiza o maior encontro de observação de aves da América Latina.

Observação de aves: onde ir?

Destino com atrações variadas, que vão da festa da cerveja a festivais consagrados (como o de cinema), a cidade de Tiradentes, em Minas Gerais, começa a conciliar o charme de cidade histórica com a imersão na natureza.

Na serra de São José, na região, calcula-se que existam cerca de 400 espécies de aves. Entre elas, destacam-se o tangará-dançarino, o rabo-mole-da-serra e o papa-moscas-de-costas-cinzentas, que podem ser vistos ao longo de trilhas que chegam a atingir 1.300 metros de altitude. Típico de campos rupestres, outro pássaro que surgiu por ali foi o campainha-azul. Soberana, a águia-serrana habita os paredões rochosos e costuma nidificar nos penhascos.

Dicas aos principiantes

Quem escolher esse tipo de passeio e ainda não tiver experiência pode ficar tranquilo! Por lá, não é difícil encontrar biólogos especialistas no estudo das aves que atuam como guias para a observação.

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É bom começar pelas aves mais comuns, como bem-te-vi, sabiá-laranjeira, beija-flor e periquitos. A maioria dos pássaros diurnos tem atividade intensa entre 6h e 10h da manhã. Se a ideia é observar aves noturnas, como bacuraus ou corujas, o melhor é entre 19h e 22h. É indicado usar cores discretas. As chamativas, como vermelho, destoam do ambiente.

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